Quem ainda diz que internet é lugar sem lei, não está atento as inovações no Brasil. Prova disso é o trabalho que a Verifact Tecnologia vem desenvolvendo nos últimos três anos no âmbito jurídico.

A startup paranaense surgiu diante uma dor pessoal, quando Alexandre Munhoz e Regina Acutu, fundador e cofundadora, respectivamente, buscaram responder o seguinte questionamento: como registrar conteúdos da internet de forma ágil, confiável e segura para usar como prova digital em processos judiciais? A dúvida era inerente a realidade na qual enfrentavam, pois, na visão dos profissionais “os meios existentes eram ineficientes, demorados, caros e disponíveis somente em dias e horários comerciais”.

De acordo com Regina era comum identificarem a publicação de ameaças ou ilícitos em redes sociais e canais durante a madrugada ou em finais de semana, “que eram apagados em seguida, deixando o crime impune por não ter um registro confiável a tempo”, relembra.

Prova digital

Diante esta realidade e em meio a tanta burocracia no meio jurídico, a Verifact saiu da curva ao permitir um registro robusto de qualquer conteúdo disponível na internet e acessível através de um browser. O relatório, cuja captura é criptografada e alinhado à Lei Geral de Proteção de Dados através da solução inovadora, é emitido em alguns minutos e pode ser baixado rapidamente.

Além disso, tudo pode ser feito sem sair de casa, com um computador ou laptop e internet, de maneira fácil, por uma pessoa sem conhecimentos técnicos.

O documento pode ser utilizado como prova segundo o novo Código de Processo Civil Brasileiro, Art. 369. Ou seja, vídeos, áudios, imagens e downloads que passaram a ser preservados e podem utilizados em processos judiciais.

Todo sistema foi elaborado prezando pela alta segurança contra fraudes e pode ser utilizado em diversas áreas do direito: civil, familiar, trabalhista e criminal.

Não é print

Para o fundador da Verifact é importante salientar que “print” de uma página da internet é insuficiente na esfera judicial. “Além de prevenir a fraude, coletamos metadados técnicos. Essas informações possuem auditabilidade, isto é, existe a possibilidade posterior de um perito verificar a veracidade do material. Assim, é possível apresentar o contexto em que os criminosos agiram contra as vítimas e agilizar as perícias desses tipos de provas criminais”, afirma Munhoz.

Atualmente, com clientes espalhados em todo Brasil, entre eles Catho, Polícia Civil do Paraná, Ticket, Porto Seguro Seguros, Associação de Peritos Forenses (APECOF) e advogados, a solução é membro do CUBO Itaú. Também é reconhecida como uma das 25 startups mais promissoras do Sul do País, segundo a AMCHAM. Neste perfil ainda vale citar a aceleração pela EVOA aceleradora e o acompanhamento por pesquisadores da Fundação Dom Cabral.

Saiba mais sobre a startup em www.verifact.com.br.